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Fama, dinheiro e influência
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Fama, dinheiro e influência

Como a cultura de celebridade enfraquece a igreja

(Autor)
 
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A cultura de celebridade tomou conta do ambiente religioso, influenciando uma legião de seguidores. Nunca tantas plataformas estiveram à disposição para comunicar a fé em escala global. Se é verdade que alguns usam as ferramentas midiáticas com sabedoria e correto propósito, a infinidade de escândalos, por sua vez, atesta os males a que o corpo de Cristo está exposto.

A chamada "celebridade", alguém com intimidade sem proximidade e caracterizada por abusos de poder e culto à personalidade, vale-se de uma estratégia cujo objetivo muitas vezes é o enriquecimento por meio da exploração da fé.

Fama, dinheiro e influência é obra necessária não somente para alertar nomes em ascensão do movimento evangélico nacional a não sucumbir às tentações próprias da cultura de celebridade, mas também para orientar seus muitos seguidores a uma visão mais responsável e madura dessas celebridades - problemas esses tão perceptíveis em nossos contextos. Afinal, nosso Messias, lembra-nos a autora, venceu firmemente as tentações por poder e fama, e ainda assim transformou o mundo.

ISBN: 9786559882854
Produtor: Mundo Cristão
Código de produto: 9786559882854
Código de barras: 9786559882854
Dimensões: 133 x 203 x 13 mm
Peso: 0.250kg
Número de páginas: 234
Data de Lançamento: 15.02.2024
Língua: Português

Conteúdo do livro

Trecho. © Reimpressão autorizada. Todos os direitos reservados

Quando aceitei Jesus em meu coração em 1998, ao ouvir uma mensagem evangelística no encontro de jovens de uma igreja local, não fazia ideia do significado desse acontecimento ou da história à qual ele me conduziu. Sabia apenas que queria ficar em pé e assumir um compromisso com Jesus, como o palestrante nos convidou a fazer. Tinha 13 anos e lembro-me claramente de me perguntar o que os garotos de nosso grupo de adolescentes pensariam quando eu me levantasse. Será que me chamariam de “tonta” (a pior coisa que eu podia imaginar na época)? Ainda assim, meu espírito jovem e aberto foi tocado e me impeliu a me pôr em pé, quaisquer que fossem as consequências. No caminho de volta para casa naquela noite, no banco de trás do carro de meus pais, senti um novo fervor em meu coração. Era como o estranho calor que John Wesley, fundador do metodismo, descreveu muito tempo atrás que havia sentido depois de ouvir um sermão sobre Romanos.

No dia seguinte, escrevi em meu diário: “Fui à apresentação de Geoff Moore e sua banda Distance no sábado, e isso me aproximou de Deus. […] Acho que me salvou, ou me fez perceber que sou salva. Fiquei feliz de ir”.

Na época, eu não sabia nada sobre John Wesley, mas foi apropriado que minha conversão cristã tivesse paralelos com a dele. Nossa família frequentou igrejas da denominação Metodista Unida durante toda a minha infância e adolescência, apesar de nos mudarmos com frequência em virtude da carreira militar de meu pai. Em 1996, começamos a participar de um tipo diferente de igreja, mais “sensível” às necessidades de seu público-alvo, na região sudoeste de Ohio. Ela seguia o modelo de megaigrejas como a Willow Creek e a Saddleback, com guitarras durante o louvor e sermões simples que, com frequência, falavam de temas de cultura pop. Nosso pastor pregava de sandálias. Suas mensagens eram diretas, relevantes e positivas. Essa abordagem estava dando certo: o número de membros crescia e a igreja estava construindo um novo santuário/ginásio com telões de vídeo nas paredes. Era uma igreja Metodista Unida, mas nada do que vivenciávamos ali mostrava que éramos parte de uma tradição que remontava a John Wesley. Eu não fazia ideia de que participava de uma instituição que contava com 12 milhões de membros e 32 mil igrejas ao redor do mundo.

Cristãos famosos foram um elemento constante em minha adolescência. Depois que comecei a andar com Cristo, conheci músicos, palestrantes, pastores e autores que dariam forma a minha fé durante seu desenvolvimento, embora meu único relacionamento com eles consistisse em comprar seus álbuns e livros e ouvir as mensagens que pregavam de palcos distantes. Isso foi no final da década de 1990 e início da década de 2000, período que pode ser chamado de ápice da cultura evangélica jovem. Aprendemos que precisávamos nos separar dos secularistas que estavam expulsando a oração das escolas públicas e enchendo nossa mente com filmes como American Pie e canções de Britney Spears. Em vez de questionar a cultura geral de celebridade, porém, os cristãos haviam, em grande medida, tão somente a imitado. A cultura secular tinha suas celebridades, mas nós tínhamos as nossas. O grupo DC Talk fazia vídeos provocativos, com cara e som de Nirvana. Rebecca St. James era nossa Alanis Morissette, embora toda sua inquietude parecesse dizer respeito à preservação da pureza sexual. O artista gospel Kirk Franklin ultrapassou fronteiras graças a seu sucesso “Stomp”, com os versos “É impossível explicar, é impossível comprar / O amor de Jesus é totalmente de arrasar” estrondando nas mais tocadas das rádios locais logo depois de alguma música de Puff Daddy.

E o baterista do grupo Newsboys tinha uma bateria giratória. Uma bateria giratória!

Era evidente a estratégia de colocar celebridades cristãs no lugar das seculares. No Congresso Acquire Fire, em 2000, diante de milhares de adolescentes que lotavam um estádio em Muncie, Indiana, o fundador da organização Teen Mania, Ron Luce, disse que devíamos trocar nossos CDs de músicas seculares por alternativas cristãs. Você gosta de Blink-182? Ouça em seu lugar Five Iron Frenzy. Jogue fora Mighty Mighty Bosstones e comece a ouvir W’s. Não havia problema ouvir Sixpence None the Richer, desde que entendêssemos que a música “Kiss me” falava do amor de Cristo pela igreja. A lição era: jovens cristãos podem ser descolados, e a indústria musical cristã contemporânea produziu estrelas que podemos imitar e com as quais podemos nos identificar durante nossos anos formativos.
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Katelyn Beaty
Katelyn Beaty(Autor)

Katelyn Beaty é jornalista, editora e observadora das tendências da igreja contemporânea. Já escreveu para veículos como The New York Times, New Yorker, The Washington Post, Religion News Service e The Atlantic e comentou sobre fé e cultura para CNN, ABC, NPR e Associated Press. Atualmente, vive em Brooklyn, Nova York.